(“Faça compras em seu próprio closet.”)

Foi esta a frase que me chamou a atenção hoje ao dar minha passadinha diária pelo Sartorialist.

Muito está se falando sobre a crise e se ela realmente mudou a forma como nos comportamos aqui no Brasil e lá fora. Não vou entrar no mérito de falar se a crise chegou ou não por aqui mas acho que é inegável falar que ela pede um momento de reflexão de todos com relação ao consumismo desenfreado.

Mês passado na Vogue américa, Anna Wintour escreveu em seu editorial que não deveríamos deixar de consumir pois isso geraria a perda de empregos em diversos setores, não só na moda. Porém me pergunto: será que é por aí?

Acho que parar de consumir realmente é impossível, porém o momento pede, mais do que nunca, o consumismo consciente.

Será que precisamos mesmo daquilo que estamos comprando? Será que isto fará diferença em nossas vidas? Será que é duradouro ou será que mês que vem iremos precisar de um novo?

Na moda hoje, já vimos a mudança de comportamento dos estilistas e até dos consumidores: a volta das peças e acessórios atemporais (falamos da Chanel 2.55 aqui), dos clássicos (até nas cores!), da valorização da qualidade e da durabilidade acima de tudo.

E é inevitável que olhemos para nossos guarda-roupas com outros olhos também.

Vamos “fazer compras dentro do closet”, vamos redescobrir nossas roupas, aprender novas maneiras de usar nossas peças, vamos reformar e reavivar roupas antigas, vamos propor novas combinações e vamos valorizar o que já temos!

Saber aproveitar e usar nossas roupas de diferentes maneiras é fundamental.

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Então proponho que vocês, queridos leitores, tirem um diazinho deste mês (tem tanto feriado por aí!) para olhar para dentro de seus armários! Tirem suas roupas das prateleiras (mesmo aquelas mais escondidinhas!) e analisem criticamente.

Pensem na qualidade da peça, separem aquelas que precisam de manutenção, coloquem em uma pilha o que realmente não dá mais para ser usado para abrir espaço físico (e psicológico!) dentro do guarda-roupa e, com as peças que sobraram, tentem fazer diferentes coordenações na frente do espelho.

Será que esta blusa não pode ser usada com uma calça diferente? E este sapato, não combina com outra bolsa também? Já pensou em jogar um cinto com aquela camisa?

Mantenham a mente aberta a novas possibilidades e tentem conhecer cada peça que vocês possuem. Assim você saberá o que tem em casa e poderá adquirir peças que possam criar novos looks com o que você já tem e não comprar peças isoladas, para as quais vai precisar adquirir complementos.

E na hora das compras, pergunte-se: que peça nova que caberia como uma luva em seu armário para que no mínimo 2 novos looks possam surgir? Será que este material é de qualidade? Será que preciso realmente deste ítem?

Agora, mais do que nunca, as regrinhas do custo x benefício são preciosas:  se pode gastar um pouco mais, vale a pena investir naquilo que você vai usar mais, em peças de qualidade e que sejam atemporais, ou seja, que são independentes de tendências e modismos. Deixe as peças de tendência para comprar na promoção ou invista em acessórios (que podem ser mais baratinhos) para atualizar os looks.

Com a onda de Hi-Lo também podemos aproveitar para usar nossas pecinhas mais básicas e baratinhas de formas inusitadas: use suas t-shirts da Hering com saias e calças de alfaiataria, jogue com o vestido de algodão aquela sua bolsa po-de-ro-sa, misture bijus com jóias (se até Coco Chanel fazia, porque não podemos também, néam?), fique antenada nas promoções, outlets e lojas de departamento (sim, encontramos coisas ótemas na Renner, sabiam?) e procurem informação gente, é hora de ser criativo!

Após a bagunça, aproveite para arrumar seu guarda-roupa organizadamente, aumentando a visibilidade das roupas e guardando cada peça adequadamente para evitar danos e aumentar a durabilidade.

Ah, os profissionais da área (como eu!) também podem ajudar e muito! 😉 Dêem uma olhada na sessão de Serviços para mais informações.

E não esqueçam de contar nos comentários como foi a experiência, tá?

Beijocas!