Estava fuçando o blog da fotógrafa e ilustradora Garance Doré, que adoro, e me deparei com este post onde ela fala de seus novos mandamentos de estilo.

Depois de passar por uma “crise” com o armário (que, segundo ela, várias amigas também estão passando), ela percebeu que estava um pouco cansada dessa “bagunça” fashion e de refazer seu guarda-roupa a cada estação e resolveu simplificar, chegando a 5 conclusões bem inteligentes.

Achei interessante pois elas fazem parte das premissas que eu trabalho com minhas clientes durante a consultoria: menos é mais, qualidade vs. quantidade, investir mais em peças atemporais e por aí vai.

Vejam abaixo em tradução livre o que Garance tem a dizer e inspirem-se vocês também a simplificar seus armários (e porque não, suas vidas!):

1.  Menos escolhas = mais criatividade

“Fiz uma limpa em meu armário o retirei muitas peças (na verdade, retirei tudo o que eu não usava, o que era muito!) e mantive somente o melhor do melhor, o que significa que agora consigo visualizar o que tenho e misturar as peças que amo, enquanto antes tinha que passar por pilhas e pilhas de “lixo” antes de chegar ao que eu realmente queria usar.

Resultado: tenho menos roupas, mas uso mais roupas!”

#Nota da Rô: Já falei bastante sobre o tema aqui, né? Limpeza do guarda-roupa, manutenção a cada estação… afinal, o vestir deve nos fazer feliz, né? Isso é super importante!

2. A peça perfeita = felicidade eterna

“Como por exemplo agora, que estou atrás da t-shirt perfeita.

Eu tenho uma ideia muito precisa do que estou procurando e sei que demorará muito para encontrá-la. Mas, tudo bem! Eu gosto de pesquisa e também por existir tanto prazer em achar a roupa ou acessório que é perfeita para você. Ela praticamente se torna sua assinatura.

Foi isso que aconteceu com minhas sapatilhas Porselli, minha bolsa Valextra e meus óculos Wayfarers.

Quero também adicionar que, uma vez que acho a peça perfeita, faço um estoque dela! Porque? Porque as coisas boas estão entrando em extinção!”

#Nota da Rô: concordo que está cada vez mais difícil encontrar coisas de boa qualidade e com bom caimento. Mas cuidado com essa coisa de “fazer estoque”, ou pode virar uma pessoa uniformizada, andando sempre com a mesma peça em várias cores diferentes… tudo deve ser feito com moderação, né? A gente sempre dá um jeitinho de encontrar uma outra peça que também seja boa e nos caia bem. 😉

3. Qualidade = longevidade

“Eu não sou muito de comprar vintage, mas adoro ver minhas roupas envelhecerem com o tempo. Pode ser uma camisa (as da Equipment ficam mais macias a cada lavagem), um par de sapatos (tenho alguns que ficam mais bonitos a cada ano!) ou um suéter (apesar de que estes estão cada vez mais raros. Como é difícil achar um bom cashmere fora os da Bompard).

Porém, para ter um item que realmente envelhece bem, ele tem que ser de boa qualidade. Isso não significa que tem que ser super caro (tenho coisas da Zara que já duram anos), mas sim que temos que tirar um tempinho para pegar na peça a ler a etiqueta.

As vezes confundimos e vemos que luxo não garante qualidade. Eu sei que é realmente muito chato, mas com o tempo teremos que aprender isso!”

#Nota da Rô: não posso enfatizar mais do que já enfatizo a importância de observar a peça por inteiro, do material às condições de lavagem (se as etiquetas são “grego” para você, dá uma lidinha neste post!). Só assim, pegando e analisando de perto mesmo, é que poderemos avaliar se ela é de boa qualidade ou não! Fotos enganam e medidas podem não ser feitas da mesma maneira, por isso todo o cuidado é pouco ao comprar pela internet ou levar algo sem provar!

4. Gisele = não sou eu

“Certas roupas… nunca vão funcionar para mim! Supere isso, Garance, cintura alta não é para você!”

#Nota da Rô: não, a moda não é democrática! Por isso, é muito importante se conhecer  para saber o que lhe cai bem e o que valoriza suas qualidades, né? Este conhecimento é que trará toda a segurança na hora de se vestir. Nada como se sentir linda e sair de casa com a cabeça erguida!

5. Compre menos = compre melhor

“Este é quase fácil demais para explicar, mas com eu amo falar de todos os detalhes da minha vida, vamos lá!

Como eu estava comprando muito, estava perdendo a emoção! Comprar pode ser como uma história de amor:

– Tem a primeira vez que você vê a peça perfeita. Frio na barriga!

– Tem a compra, que dói um pouco, mas a gente logo esquece.

– Na chegada em casa, quando você tira seu novo tesouro da bolsa, seu primeiro momento a sós juntos. Uma emoção!

– A primeira noite (ou momento) que passam juntos.

– A primeira vez que você sai com ela, oficialmente.

– E depois, claro, o primeiro Instagram!

É isso que chamo de emoção! Como borboletas no estômago por uma roupa!

E eu tinha perdido isso, tratava minhas peças como um saco de batatas: chegava em casa, colocava-as no armário sem emoção, sem pensar de novo e pronto. Mas, desde que comecei a comprar menos, este sentimento de excitação está de volta.

Você tem que proteger as histórias de amor com suas roupas. É importante!”

#Nota da Rô: falei sobre isso para uma cliente recentemente, da importância de os olhos brilharem quando compramos uma peça. Quando isso acontece, naturalmente temos vontade de usá-la no dia seguinte (ou assim que der!) e já saímos da loja pensando em looks para inserí-la. Esta, com certeza, não será esquecida com a etiqueta em meio a tantas outras. E se todas (tá bom, quase todas!) fossem assim?

Vamos nos deixar encantar mais com nossas roupas e comprar aquelas que realmente nos conquistarem, em todos os aspectos! Vamos ser mais exigentes com qualidade, caimento e, por consequência, valorizar mais o que temos, usando tudo muito mais e de forma mais criativa. Eu e minhas clientes (e pelo visto a Garance também!) somos todas bem “cricris” na hora de comprar. E você? 😉

Espero que tenham gostado, queridas!

Beijinhos,

Roberta Carlucci