O Donna Fashion DC Outono/Inverno 2010 começou ontem com o pé direito: a abertura contou com ninguém menos que o designer de jóias Antonio Bernardo, um dos mais importantes do ramo aqui no Brasil, vencedor de prêmios internacionais e, agora também sabemos, um homem visionário, inteligentíssimo e muito simpático!

Antonio começou a palestra falando um pouco de como começou sua trajetória como joalheiro. Seu pai possuia uma loja de ferramentas para relojoalheiros (antigamente era tudo junto: jóias + relógios, né?), então ele sempre esteve perto deste mundo, mas foi entrar de cabeça mesmo há 40 anos quando, por acaso, ainda trabalhando com seu pai, desenhou seu primeiro experimento. Quando pediu para um ourives conhecido fazê-lo em prata e gostou bastante do resultado, soube que tinha ali algo especial nas mãos.

Esta sua primeira peça já poderia ser considerada bastante inovadora, pois se tratava de um anel duplo, que cada pessoa poderia usar da maneira que mais lhe adequasse.

“Gosto de fazer jóias com as quais as pessoas podem iteragir, dando vários usos diferentes para a mesma peça”, diz Antonio.

A partir daí resolveu fazer as próximas peças com suas próprias mãos. Segundo ele, tudo o que veio depois partiu deste primeiro experimento: “fazer as peças eu mesmo traz mais personalidade e identidade às minhas jóias”.

Seu processo de criação é praticamente todo assim: um trabalho vai dando ideias para o outro e inspirando novas peças, através de muita experimentação. “Pela experimentação, você consegue resultados que nunca conseguiria representar em sua cabeça”, conta ele.

Mostrando algumas de suas jóias mais importantes, Antonio Bernardo foi nos contando um pouco sobre cada uma e, ao mesmo tempo, iamos ficando todos cada vez mais apaixonados por seu trabalho.

Bracelete “Percurso”, anel “Steps”, anel “Open”, anel “Celebration” que lembra fogos de artifício, bracelete “Íntimo” com diamantes escondidos, que só se mostram para quem vê de perto e brinco “Prisma”.

Cada peça tem uma história, um significado individual. De onde surgiu, como foi feita, o porquê do nome. E todas as peças tem muito movimento, seja representado ou existindo de fato.

Após a palestra, tive a incrível oportunidade de falar pessoalmente com ele, que nos recebeu com enorme simpatia. Minha pergunta para foi relacionada ao que ele sente quando vê as outras pessoas usando as jóias que cria, de outras formas diferentes do que, de repente, tenha imaginado. E sua resposta não poderia ser mais sincera.

Segundo Anotnio, seu relacionamento com as jóias tem 3 prazeres: o primeiro, quando as cria e elas tomam forma em sua oficina. O segundo, quando vê a peça pronta na loja, agora sim com cara de jóia de verdade. E o terceiro, quando vê alguém usando uma peça sua, que ele idealizou e concretizou. “Nestas horas, não critico de forma alguma, pois o prazer de ver alguém usando uma jóia minha é muito maior”.

Anel “Entre”, brinco “Shine” e anel “Puzzle Mix”, que desmonta em 7 partes.

Alianças “Atração”: possuem um imã que faz com que se atraiam quando colocadas próximas. Genial!

Ainda na conversa, ficamos sabendo alguns fatos interessantes sobre sua personalidade: Antonio é decendente de alemães (até trocamos algumas palavras em alemão, tsá?), adora cozinhar para refrescar os pensamentos “mas só faço coisas simples, como batata-frita” e é patrocinador oficial do orquidário do Jardim Botânico no Rio. Super gente como a gente, né?

E o que o move? “A busca eterna pelo desconhecido. Vou descobrindo cada vez mais conforme vou criando”.

Para saber mais, admirar e, porque não, comprar suas peças, acesse o site de Antonio Bernardo, aqui.