Um dos maiores problemas relacionados ao guarda-roupa que muitas mulheres enfrentam é aquela sensação clássica de “não tenho nada pra vestir”, mesmo estando olhando para um guarda-roupa cheio e, muitas vezes, cheio demais.

Um motivo para isso são as famosas compras por impulso, feitas sem pensar muito, naqueles momentos de tpm ou de certa deprê, ou simplemente porque você não consegue se conter quando encontra uma peça que faz seus olhos brilharem. Neste momento, várias desculpas são criadas (tenho um evento X e preciso de uma roupa nova, nunca uma calça me vestiu tão bem, está na promoção, etc.) e várias estratégias (deixar as sacolas no carro para o marido não as ver, cortar as etiquetas para que ninguém veja que são novas, parcelar para que a conta não venha toda neste mês, etc.), mas nenhuma com o intuito de avaliar se aquela compra realmente vale a pena e fará diferença no contexto atual de seu armário.

Sim, porque nossas roupas precisam ser nossas aliadas e não mais um problema a ser contornado diariamente, porém um guarda-roupa abarrotado e muitas peças desconexas acabam gerando uma grande frustração, ou seja, causam mais mal do que bem.

try-on-clothes

 

Depois de anos de experiência com diferentes guarda-roupas, minha conclusão é que devemos considerar nossos closets de certa forma “sagrados”, ou seja, só poderá entrar lá algo que realmente seja incrível e que vá somar naquela realidade, seja multiplicando looks ou fazendo um upgrade em termos de qualidade.

Para isso, é preciso conhecer-se bem (alô consultoria de imagem!) e aperfeiçoar-se em um dos passos que são mais fáceis de se errar: as compras. Já que sabemos que elas podem ser bastante emocionais, nada melhor do que ter uma estratégia pronta para minimizar os erros tornando este processo mais consciente.

A que eu utilizo com minhas clientes são as 3 perguntinhas-chave a seguir:

1. Será que já tenho algo igual ou parecido em casa?

É muito comum que, uma vez que tenhamos achado um certo modelo, cor ou peça que funciona muito bem para nós, tenhamos o costume de comprá-los de novo, de novo e de novo, em diversas cores e tecidos. Mas, isso só fará com que pareçamos “uniformizados” e tenhamos poucas opções de looks diferentes no armário. Tipo um armário tedioso, sabe? Por isso, tente escolher peças que você não tenha ainda, o que adicionará mais diversidade aos seus looks.

2. Com que peças do meu closet isso irá coordenar?

É importantíssimo que, na hora das compras, tenhamos o foco no que já temos no armário, ou seja, já consigamos visualizar as coordenações que serão possíveis com a peça nova. Peço para que minhas clientes consigam pensar em pelo menos 3 looks para diferentes ocasiões com uma peça nova para que ela possa ter o privilégio de entrar em seus acervos já otimizados.

Se você achou linda mas ela será uma “peça álien”, que não combinará com nada que você tenha em casa ou que precisará de novas compras para poder ser colocada em uso, é muito provavelmente melhor deixar pra lá.

3. Isso poderá ser usado em diferentes temperaturas?

Procure sempre optar por peças bem versáteis, que você poderá coordenar de diferentes maneiras durante o ano todo em diferentes temperaturas e formalidades.

É claro que teremos sempre peças específicas para o verão e o inverno, mas tente investir mais naquelas que podem ser usadas em mais ocasiões (lembram da regrinha do custo x benefício?), pois com certeza terão um melhor aproveitamento.

Pergunta-bônus para liquidações: 

As liquidações são maravilhosas, mas também podem ser a maior armadilha para quem tem a tendência de comprar por impulso. Já falei disso em outros posts então nem vou me aprofundar, mas uma perguntinha ótima para estas ocasiões é: “Você compraria isso se estivesse com o preço cheio?

Mutias vezes queremos aproveitar os preços reduzidos e acabamos por encher nossos armário de peças que nunca iremos usar e que ainda por cima prejudicam a visualização do que realmente importa. Por isso, pense se você realmente está precisando daquilo e se vale mesmo a pena, mesmo que pareça uma pechincha naquele momento.

Beijos e boa semana,

Roberta Carlucci