“Não estou meu peso ideal”

“Não tenho tempo”

“Não preciso me preocupar com imagem porque no meu trabalho ninguém liga para isso”

“Se preocupar com roupa/beleza/imagem é coisa de gente fútil”

“Quando eu ………. (tiver mais dinheiro, emagrecer/engordar, tirar férias, etc.) vou me ocupar com isso”

“Preciso jogar tudo fora e começar de novo, então precisarei de muito tempo/dinheiro para começar a me vestir bem”

“Se vestir bem é coisa de gente rica”

“O outro tem uma boa imagem porque ele tem/pode ……… e eu não”

“Não sei nem por onde começar”

“Não sou bonita mesmo, então porque me esforçar”

“Não mereço me sentir bonita”

“Não posso aparecer mais do que ……….. (minha chefe, meu namorado/marido, etc.)”

“Não julgo as pessoas pela aparência”

Essas desculpas aí de cima são só algumas das que escuto em meu dia-a-dia como consultora de imagem de amigas, conhecidas, clientes e afins. Porém a verdade é que estas frases nada mais são do que crenças limitantes, aqueles conceitos que colocamos na nossa cabeça para evitar que saiamos da nossa zona de conforto e de fato tomemos uma atitude para mudar algo que está nos incomodando.

A visão é o sentido mais importante do ser humano e as pessoas estão constantemente tirando conclusões sobre si mesmas e dos outros através dela. Antes mesmo de falarmos qualquer coisa, se é que vamos trocar palavras com essa ou aquela pessoa, nosso cérebro já avaliou mais ou menos a idade, se é comunicativa, tímida, feminina, sensual, confiável, feliz, forte, fraca, triste, simpática, bem sucedida ou não, educada ou não, entre outras mil informações que a imagem transmite.

Isso é um processo inconsciente, sem malícia. E é um fato. Por mais que queiramos que isso não seja verdade e tentemos ser menos “julgadores de aparência”, o fazemos e os outros também. Podemos e devemos ser mais gentis e tolerantes, mas nosso cérebro vai continuar fazendo essa análise sempre. E quem tem espelho em casa (e todos precisam ter) o faz também consigo mesma, não é mesmo?

Espelho

Pensando nisso, proponho um exercício de 3 passos para você fazer no final de semana:

#1.

Na próxima vez que você estiver na frente do espelho, faça as seguintes perguntas para si mesma:

  • O que essa pessoa que você está vendo na sua frente no espelho está lhe contanto visualmente?
  • Ela reflete as qualidades que você sabe que tem?
  • Você contrataria ela para exercer a função que você exerce hoje?
  • Você está feliz com o que está vendo?

#2.

Se suas respostas não forem das mais positivas, preste atenção no que vem lhe impedindo de mudar aquilo que a está incomodando:

  • Que crenças limitantes seu cérebro está lhe falando agora para que você não tome uma atitude e mude isso?
  • O que está lhe impedindo de ser mais feliz consigo mesma hoje e sempre?

#3.

Se comprometa a tomar 3 ações nos próximos 2 meses para transformar aquilo que você pode mudar, como ir a um nutricionista, começar a fazer exercício físico, procurar uma personal stylist (eu!!), se dar de presente um novo corte de cabelo e uma revitalizada na cor, um tratamento estético ou dermatológico, investir em uma manutenção no seu armário, tirar 5 min diários para pensar no look do dia seguinte e mais 5 min no dia seguinte antes de sair para cuidar de si e fazer uma maquiagem básica que lhe faça bem feliz, fazer terapia, entre outras ações pequenas que farão uma grande diferença, você vai ver!

E não se esqueça do principal: seja mais gentil consigo mesma em relação àquilo que você não pode mudar. No fim você vai ver que algumas coisas que lhe incomodam hoje são aquelas que lhe fazem ser quem você é, linda à sua maneira e única! Abrace suas diferenças e não queira ser como outra pessoa, mas sim a melhor versão de si mesma.

Invista em sua imagem para que você sorria quando se vê no espelho, para que esteja mais confiante quando sair de casa, para que você se sinta sempre pronta para o que der e vier e mostre ao mundo suas melhores qualidades. E isso não é fútil, não é irrelevante. Isso é investir em sua felicidade e bem estar, o que é um investimento com retorno garantido no curto e longo prazo! 🙂

Lets? 🙂

Com carinho,

Roberta Carlucci