Um guarda-roupa inteligente é aquele que nos ajuda ao invés de causar frustração. É aquele que oferece uma gama de looks sem estar cheio e que nos faz sorrir ao abri-lo por estar recheado de peças que nos fazem feliz, que combinam com nosso estilo e refletem quem somos de verdade!

É aquele que está organizado de forma a facilitar a visualização do que temos e agilizar a escolha dos looks, além de manter nossas preciosas peças em bom estado e sempre prontas para o uso.

Para isso, é claro, é preciso um certo trabalho e um certo tempo, mas alguns passos agilizam e ajudam muito a chegarmos lá. Vejam só os 5 principais que separei para vocês:

#1: OTIMIZAÇÃO

Não tem como ter um guarda-roupa inteligente se a gente não o estudar e tirar um tempinho com certa frequência para cuidar dele com carinho, não é mesmo?

Recomendo pelo menos 2 manutenções por ano, uma no final do verão/começo do inverno e outra no final do inverno/começo do verão.

Nestas ocasiões, faça uma triagem peça por peça tirando todos os itens no armário e olhando cada um com carinho para avaliar se ainda estão em bom estado, se lhe servem (ou vão servir no curto prazo), se ainda combinam com seu estilo e se você ainda quer usá-los, claro!

Guarde o que não será usado nos próximos meses (peças de frio ou de calor, sempre 100% limpas, preferencialmente recém lavadas) em um local de menos acesso e reorganize o que ficar de forma funcional e bonita, afinal o guarda-roupa também tem que nos inspirar, né?

Anote o que falta em uma lista de compras focadas para ter em mãos na próxima ida ao shopping, o que também servirá para otimizar suas compras e manter o armário coerente daqui para frente.

#2: PEÇAS DE BASE

Avaliando sua rotina, estilo e o que precisa e quer transmitir com sua imagem no trabalho e no lazer, faça uma lista de peças-chave que funcionarão na maior parte dos dias para você, bem como aquelas que você mais gosta de usar e usa no seu dia-a-dia (se já estiverem coerentes com o que você quer, claro!).

Estas serão as peças-chave e comporão o seu guarda-roupa de base. Tudo o que vier depois será para complementar e multiplicar o uso destes itens, sabem como?

Exemplo: trabalho em um ambiente semi-formal, então meu guarda-roupa-base de trabalho será composto de calças de alfaiataria de algodão, jeans mais retos e escuros, blusas e camisas, blazers, cardigans e casaquetos, scarpins e sandálias mais fechadas, botas arrumadas e vestidos semi-formais.

É nestas peças que você deve investir maior parte do seu orçamento e buscar incansavelmente a melhor qualidade que conseguir achar, pois elas se tornam muito baratas com o tempo.

Faça isso para cada ocasião de sua rotina criando uma base para cada um e adicionando depois os complementos (outras peças para compor, acessórios, complementos, etc.). O resultado é o que chamamos de guarda-roupa cápsula.

#3: ESQUEMA DE CORES

Defina uma cartela de cores que você ame, combinem com você e entre si para que seu armário seja o mais versátil possível.

Por exemplo, utilizando sua cartela de cores da coloração pessoal (já fez sua análise?) escolha os 2 ou 3 tons que mais gosta e combinem com você, 2 tons neutros (que não precisam ser branco e preto pois existe uma gama enorme de neutros como cinza, bege, bordô, marinho, caramelo, etc.), e 3 ou 4 tons mais coloridos que realcem sua coloração natural e que irão colorir ainda mais seu armário, mas em menos quantidade.

Veja abaixo um exemplo de 2 neutros, 3 cores que a pessoa ama e 4 coloridas complementares feito pelo site Into Mind, que aliás possui várias outras sugestões de coordenações neste link aqui:

Colourpalettes_Cover2

O importante é que todos combinem entre si e lhe façam feliz!

#4: QUANTIDADE x QUALIDADE

Um armário cheio de roupas não necessariamente é um armário cheio de opções de looks. Aliás, na maior parte das vezes é justamente o contrário: quanto mais roupas, menos você consegue visualizar ou lembrar do que tem e mais você usa sempre as mesmas combinações e peças, aquelas que “funcionam” de verdade.

Ou seja, melhor focar em menos peças de maior qualidade, com maior relevância (alô peças de base) e versatilidade (em termos de cores, formalidades, ocasiões e temperatura), do que em ter várias opções de peças parecidas (que geram looks muito parecidos e sem criatividade), sem qualidade ou caimento (que não valorizarão o que estão vestindo = você!) ou que não combinam com seu estilo (que enviarão a mensagem errada sobre você para os outros).

#5: PROPORÇÃO

O rosto é a primeira coisa que notamos uns nos outros, ou seja, o que o emoldura sempre será mais lembrado e notado pelas outras pessoas. Sendo assim, o que está lá embaixo (calças, saias, shorts ou bermudas) fica mais incógnito e livre para ser mais repetido, o que nos leva à proporção ideal para um guarda-roupa com poucas peças, porém muitos looks:

3 a 5 partes de cima para cada parte de baixo

Para cada parte de baixo, o que inclui vestidos e macacões também, você deverá ter de 3 a 5 partes de cima que combinem, criando 3 a 5 looks diferentes com cada uma. Multiplicando… muitos e muitos looks com poucas e boas peças! Fora os acessórios que podem mudar completamente um mesmo look, né?

Estes são alguns dos passos que aplico durante nosso processo de consultoria de imagem. Sei que eles requerem um pouco de esforço, mas o investimento vale a pena pois o resultado é surpreendente e duradouro! A boa notícia é que você não precisa fazer isso tudo sozinha: se quiser contar com um olhar externo e profissional para ajudar, não exite em nos procurar! 🙂

Beijos e bom trabalho,

Roberta

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